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Baleia, 2026. Óleo sobre tela, 160x100 cm _ diptico
A base da pintura, antes da malha serigráfica, é produzida através de uma técnica tradicional. As altas luzes e os meios tons são pintados com pincel nas duas telas espelhadas (slides 08 e 09). Acima da pincelada orgânica/analógica, nós aplicamos as sombras com Silkscreen, que entra de forma mecânica/digital, através do índice fotográfico. No díptico, vemos na tela de cima o índice fotográfico em contraste ao gestual da tela de baixo, seu reflexo. Mas a retícula, que faz eco ao grão do Iso alto da fotografia analógica, não está presente na base, pois, na tela de baixo, do reflexo, eu arrasto os pontos digitais da retícula com o pincel. Transmutando mecânico em orgânico. Alterando a percepção do real através da fragmentação/reflexo/eco, notícias de fora da caverna de Platão, de modo semelhante ao que a natureza faz ao espelhar nossas imagens num rio onde não há vento. É uma discussão da imagem a partir das fronteiras entre memória e fotografia. Entre a tensão/pressão/stress da impossibilidade de erro da aplicação da tinta a óleo na tela serigráfica. Errou? Perdeu tudo. Tudo: a base da pintura, a tela do chassi e a tela serigráfica.

Baleia, 2026. Óleo sobre tela, 160x100 cm _ diptico
A base da pintura, antes da malha serigráfica, é produzida através de uma técnica tradicional. As altas luzes e os meios tons são pintados com pincel nas duas telas espelhadas (slides 08 e 09). Acima da pincelada orgânica/analógica, nós aplicamos as sombras com Silkscreen, que entra de forma mecânica/digital, através do índice fotográfico. No díptico, vemos na tela de cima o índice fotográfico em contraste ao gestual da tela de baixo, seu reflexo. Mas a retícula, que faz eco ao grão do Iso alto da fotografia analógica, não está presente na base, pois, na tela de baixo, do reflexo, eu arrasto os pontos digitais da retícula com o pincel. Transmutando mecânico em orgânico. Alterando a percepção do real através da fragmentação/reflexo/eco, notícias de fora da caverna de Platão, de modo semelhante ao que a natureza faz ao espelhar nossas imagens num rio onde não há vento. É uma discussão da imagem a partir das fronteiras entre memória e fotografia. Entre a tensão/pressão/stress da impossibilidade de erro da aplicação da tinta a óleo na tela serigráfica. Errou? Perdeu tudo. Tudo: a base da pintura, a tela do chassi e a tela serigráfica.